Como escolher uma placa de vídeo: guia para jogos, edição e trabalho
Saber escolher a placa de vídeo faz diferença: para quem joga ou edita vídeos, ela é o componente que mais influencia o desempenho, e também um dos mais caros do computador. Escolher bem significa entender o que você realmente vai fazer, comparar modelos pelos testes certos e conferir se o resto do computador comporta a placa. Para muita gente, a resposta pode ser até que nem é preciso uma placa dedicada.
Primeiro: você precisa de placa de vídeo dedicada?
O vídeo integrado dos processadores atuais evoluiu muito. Ele dá conta, com folga, de:
- navegação, e-mail, documentos, planilhas;
- vídeos em alta resolução e streaming;
- videochamadas;
- edição de fotos leve;
- jogos leves ou antigos em configurações baixas.
Uma placa dedicada faz diferença em:
- jogos atuais em resolução e qualidade maiores;
- edição de vídeo profissional e efeitos;
- modelagem 3D, renderização e arquitetura;
- inteligência artificial local e aprendizado de máquina;
- vários monitores de alta resolução.
Se o seu uso é de escritório, invista em SSD, memória e um bom monitor antes de pensar em placa de vídeo. Veja como montar um PC para escritório.
Defina a resolução e o uso
Para jogos, a resolução do monitor determina quanto de placa você precisa:
| Resolução | Perfil de placa |
|---|---|
| 1080p (Full HD) | Entrada e intermediária |
| 1440p (QHD) | Intermediária e intermediária alta |
| 4K | Topo de linha |
Monitores com taxa de atualização alta (144 Hz ou mais) exigem mais da placa para aproveitar todos os quadros. Veja monitores de alta frequência.
Quanto de memória de vídeo (VRAM)
A VRAM guarda texturas e dados que a placa usa. Pouca VRAM causa travadinhas e obriga a reduzir a qualidade das texturas, mesmo que a placa tenha força de processamento.
- 8 GB: mínimo razoável para jogos atuais em 1080p, já com limitações em alguns títulos recentes em qualidade alta.
- 12 a 16 GB: mais folga para 1080p e 1440p em qualidade alta e para edição de vídeo.
- 16 GB ou mais: 4K, edição profissional, IA local e modelos 3D complexos.
Para inteligência artificial local, a VRAM costuma ser o fator mais limitante: ela define o tamanho dos modelos que cabem na placa.
Como comparar modelos ao escolher a placa de vídeo
O nome comercial engana. Uma placa de geração nova e de linha de entrada pode render menos que uma de geração anterior intermediária. A forma confiável de comparar é por testes independentes (benchmarks):
- Procure análises que testem os jogos ou programas que você usa, na resolução que você usa.
- Compare o desempenho por real gasto, não só o desempenho absoluto.
- Veja o consumo de energia e a temperatura nas análises.
NVIDIA, AMD ou Intel?
Os três fabricantes têm boas opções. Algumas diferenças gerais:
- NVIDIA: forte em recursos de reconstrução de imagem e ray tracing, e amplamente suportada por programas de edição, 3D e IA.
- AMD: costuma oferecer boa relação de desempenho por preço e mais VRAM em algumas faixas.
- Intel: opções competitivas na faixa de entrada, com drivers que evoluíram bastante.
Para programas profissionais específicos, verifique quais placas o fabricante do software recomenda.
Confira o resto do computador
Fonte
Placas de vídeo são os componentes que mais consomem energia. Verifique:
- a potência recomendada pelo fabricante da placa;
- os conectores necessários (PCIe de 8 pinos ou 12V-2x6);
- a qualidade da fonte, que precisa aguentar picos de consumo.
Uma fonte fraca causa desligamentos durante os jogos. Veja como escolher a fonte do PC.
Gabinete
Meça o espaço disponível: comprimento máximo da placa, altura (algumas ocupam três slots) e espaço para os cabos. Um gabinete com bom fluxo de ar evita superaquecimento.
Processador
Um processador muito fraco limita a placa, especialmente em resoluções baixas e jogos que exigem muito da CPU. Veja gargalo de CPU e GPU.
Placa-mãe
Placas de vídeo atuais usam o slot PCIe x16. Placas de entrada mais recentes às vezes usam apenas 8 ou 4 linhas PCIe, o que pode reduzir o desempenho em placas-mãe com PCIe de geração antiga. Confira nas análises se isso afeta o modelo escolhido.
Placa de vídeo usada
Pode ser uma boa economia, com cuidados:
- teste antes de pagar, rodando um jogo ou teste de estresse por alguns minutos;
- observe temperatura, ruído das ventoinhas e artefatos na imagem;
- desconfie de preços muito abaixo do mercado;
- pergunte sobre o histórico de uso e se ainda há garantia.
Depois da compra
Instale o driver mais recente do site do fabricante, de preferência com uma instalação limpa se você trocou de marca. Veja driver de vídeo: como atualizar e reverter. E acompanhe as temperaturas nos primeiros dias de uso.
Precisa de ajuda com o computador?
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Ver suporte →Perguntas frequentes
Quanto de VRAM preciso para jogar?
Para jogos atuais em 1080p, 8 GB é o mínimo razoável, com limitações em títulos recentes. Para qualidade alta em 1080p ou 1440p, de 12 a 16 GB oferecem mais folga.
Vídeo integrado serve para trabalho?
Sim. Para tarefas de escritório, navegação, vídeos e videochamadas, o vídeo integrado dos processadores atuais é suficiente. Placa dedicada faz diferença em jogos, edição de vídeo, 3D e IA.
Minha fonte aguenta a placa de vídeo nova?
Verifique a potência recomendada pelo fabricante da placa, os conectores disponíveis na fonte e a qualidade dela. Fontes genéricas podem não aguentar os picos de consumo, mesmo com potência nominal suficiente.
Vale a pena comprar placa de vídeo usada?
Pode valer, desde que você teste antes de pagar, observe temperatura e estabilidade e desconfie de preços muito baixos. Placas usadas intensamente podem ter vida útil reduzida.