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Acessibilidade em sites: 10 ajustes básicos que toda empresa deveria fazer

Edson Feitosa de Oliveira Junior
Edson Feitosa de Oliveira Junior Fundador e Engenheiro Líder · PruPru Digital Services

Acessibilidade em sites significa que todas as pessoas conseguem usar a página, inclusive pessoas cegas ou com baixa visão, surdas, com dificuldades motoras ou cognitivas, e também idosos e qualquer um usando o celular sob o sol. No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) estabelece a obrigatoriedade de acessibilidade nos sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país, e a referência técnica internacional são as diretrizes WCAG.

Além da questão legal, acessibilidade é bom negócio: um site acessível costuma ser mais claro para todo mundo, funciona melhor no celular e é mais bem compreendido pelo Google. A boa notícia é que a maior parte do trabalho está em ajustes simples.

1. Contraste suficiente entre texto e fundo

Texto cinza-claro sobre fundo branco pode parecer elegante, mas é difícil de ler para muita gente. As diretrizes WCAG recomendam uma razão de contraste mínima de 4,5:1 para texto normal e 3:1 para textos grandes. Ferramentas gratuitas de verificação de contraste mostram se as cores do seu site atendem.

2. Texto alternativo nas imagens

Leitores de tela, programas usados por pessoas cegas, leem em voz alta o texto alternativo (atributo alt) das imagens. Descreva o que a imagem mostra e por que ela está ali: "fachada da oficina, com portão azul e placa com o nome" é útil; "imagem1" ou "foto" não é. Imagens puramente decorativas devem ter alt vazio, para serem ignoradas. Veja fotos para o site.

3. Títulos em ordem lógica

Use um único título principal (H1) por página e subtítulos (H2, H3) em ordem, como um sumário. Usuários de leitores de tela navegam pulando de título em título. Não escolha o nível do título pelo tamanho da letra; o tamanho se ajusta no visual.

4. Links com texto que faz sentido sozinho

"Clique aqui" e "saiba mais" repetidos dez vezes não dizem nada para quem navega pela lista de links. Prefira "veja os planos de manutenção" ou "baixe o cardápio em PDF".

5. Navegação completa pelo teclado

Algumas pessoas não usam mouse. Faça o teste: abra o site, aperte a tecla Tab repetidamente e veja se:

Remover o contorno de foco por estética é um erro comum e grave.

6. Formulários com rótulos

Cada campo deve ter um rótulo visível e associado a ele no código, e não apenas um texto de exemplo dentro do campo. Mensagens de erro devem dizer o que está errado e como corrigir, em texto, não só com a cor vermelha. Veja formulário de contato que funciona.

7. Não transmita informação só pela cor

"Os campos obrigatórios estão em vermelho" não funciona para pessoas com daltonismo. Use também um asterisco ou a palavra "obrigatório". O mesmo vale para gráficos e legendas.

8. Texto que pode ser ampliado

O site deve continuar utilizável com o zoom do navegador em 200%, sem cortar conteúdo. Evite texto dentro de imagens (como banners com toda a informação escrita na arte), que não pode ser ampliado nem lido por leitores de tela. Se usar, repita a informação em texto.

9. Vídeos com legenda

Vídeos com fala devem ter legendas, que ajudam pessoas surdas e também quem assiste sem som, o que é muito comum no celular. As legendas automáticas do YouTube são um ponto de partida, mas revise, porque erram nomes e termos técnicos. Para conteúdos importantes, considere também a interpretação em Libras.

10. Idioma e estrutura da página

O código da página deve declarar o idioma (lang="pt-BR"), para que o leitor de tela use a pronúncia correta. Use os elementos de estrutura (cabeçalho, navegação, conteúdo principal, rodapé), que permitem pular direto para o conteúdo.

Como testar a acessibilidade do site sem ser especialista

Ferramentas automáticas detectam só uma parte dos problemas. Os testes manuais acima completam a avaliação.

E os plugins de acessibilidade?

Botões flutuantes que prometem tornar o site acessível com um clique não resolvem problemas estruturais, como imagens sem descrição, formulários sem rótulos e navegação por teclado quebrada. Alguns até atrapalham quem já usa tecnologias assistivas. Eles podem ser um complemento, nunca o substituto de um site bem construído.

Comece pelo que tem mais impacto

Se você não pode revisar tudo de uma vez, priorize: contraste, texto alternativo, rótulos de formulários e navegação por teclado nas páginas de contato e de serviços. Se o site está sendo feito agora, inclua a acessibilidade no briefing desde o início: é muito mais barato construir certo do que corrigir depois.

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Perguntas frequentes

Site de pequena empresa precisa ser acessível?

Sim. A Lei Brasileira de Inclusão estabelece a acessibilidade nos sites de empresas com sede ou representação no Brasil. Além disso, um site acessível atende mais clientes e costuma ser mais claro para todos.

Plugins de acessibilidade resolvem o problema?

Não sozinhos. Eles podem ajudar em ajustes como tamanho de fonte, mas não corrigem imagens sem descrição, formulários sem rótulos e navegação por teclado quebrada, que precisam ser resolvidos no próprio site.

O que é WCAG?

São as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web, publicadas pelo W3C. Elas definem critérios testáveis em níveis A, AA e AAA. O nível AA é a referência mais usada para sites comerciais.

Acessibilidade ajuda no Google?

Indiretamente, sim. Textos alternativos, títulos bem estruturados e links descritivos ajudam o Google a entender o conteúdo, e um site mais fácil de usar mantém os visitantes por mais tempo.

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